• ←clique no título do post para ler o texto inteiro // yamimi. vinte e alguma coisa. estudante de artes, designer de qualquer quase coisa que não saia de um plano,fotógrafa n00b, faz-quase-tudo (de cartazes a bolo de chocolate, mas optou por esse layout pronto). escreve nerdices, bobagens e talvez alguma coisa séria. (des)interesses no geral. interessa? então boa leitura!

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May 23 2009

Encheção de lingüiça (ou melhor, de ohagi)

Posted by yamimi

Nem esperem nada de importante neste post. Não vou dar receita, nem dicas, nem falar algo que vá revolucionar o mundo. Ou seja, nenhuma novidade.

O que vou fazer é relatar para as parecedes como foi minha experiência com o daifuku. Bem, eu andava morrendo de vontade de comer mochi há semanas! Infelizmente moro na província de Porto Alegre, onde só há UMA lojinha com produtos japoneses e que além de cobrar os olhos da cara, tem uma variedade mínima de produtos. Como a vontade não passava, resolvi procurar na internet a receita desse docinho típico japonês, e se não fosse impossível, fazer. Foi aí que descobri que só a massa de arroz é que se chama mochi, e que o que eu realmente queria —o bolinho recheado com anko— se chama daifuku. Apesar de cada site dar uma receita diferente, meti a cara na cozinha e resolvi fazer. Bem, o resultado foi: anko WIN, mochi FAIL.

御萩Não, isso não exatamente o daifuku…

Comecei no início da tarde a fazer o anko. Vim pro computador, selecionei todas as receitas e meti a mão na massa, literalmente. Tirando o fato de eu não saber usar panela de pressão direito (huge facepalm pra mim!) e ter cozinhando o feijão numa panela comum,  o resto foi tranqüilo. O único problema de não ter usado a bendita panela é que demorou ERAS pro feijão ficar pronto! Foram absurdas-quase-duas-horas no fogo! Então, crianças, já sabem: APRENDAM a usar a porcaria da pressão antes que seja tarde! É tão essencial quanto aprender a amarrar os tênis!

餡子Tã-ran-ran! Depois de batido no liquidificador o feijão virou esta pasta linda!

Para fazer o mochi (e isso já era fim da tarde!) é que a coisa engrossou pro meu lado. Como eu já disse, haviam diversas receitas para a massa de arroz. Peguei a que parecia mais coerente e…tudo errado! Quer dizer, quase…Não sei se deixei tempo demais no fogo, ou se o arroz realmente não servia, mas o resultado foi uma pasta grudenta e dura demais em sua maioria, sem maleabilidade nenhuma. Era impossível transformar isso num bolinho, mas por sorte, ainda era comestível, e, pasmem, “gostosa” (quer dizer, tinha o gosto de nada que o mochi tem que ter).  O jeito foi inverter e cobrir as pedras bolotas de mochi com o anko, o que resultou num delicioso ohagi!

御萩 Comestível e delicioso!

O ohagi nada mais é do que um daifuku invertido: ao invés de anko coberto com mochi, é o mochi que é envolvido no anko, o que não fez diferença nenhuma pra mim na hora de comer. E para quem torce o nariz só de pensar em feijão doce (e põe doce nisso!) devia provar o anko, e ver que assim como o arroz, o azuki também é delicioso se cozido com açúcar. Ainda mais se degustado na companhia de uma xícara de chá-verde.

Para quem ficou curioso, eu peguei as receitas daqui, daqui e daqui. Mas a melhor de todas (ao menos a mais hilária) está neste vídeo:

Mas não pensem que desisti! Da próxima vez vou até a lojinha de produtos japoneses, me preparo pra facada, e compro uma farinha própria para o preparo do mochi (mochiko), já que o processo parece MUITO mais fácil com ela! :x

サイケデリックケミカルムービー_Sadie

Mar 11 2008

Manual de Etiqueta

Posted by yamimi

Fazia tempo que eu não me deparava com um humor um pouco mais inteligente no Youtube. Ultimamente eu só recebia links apelativos ou que perdiam a graça após alguns segundos. Mas ontem, no ímpeto de clicar em todos os links postados no Twitter, a Julia sem querer me apresentou a ótima série Nihon no Katachi (ou, como traduzido para o inglês, “Japanese Tradition“).

O vídeo acima é só o primeiro de um total de onze, que ensinam como se portar apropriadamente em situações típicas do universo japonês. Já assisti a várias comédias, programas humorísticos e até aquele DVD intitulado Japanarama, mas nunca imaginei que eles seriam capazes de zombar de si mesmos de tal maneira! Os vídeos “institucionais” foram criados e encenados por uma dupla de comediantes chamada Rahmens, e mesmo a contra gosto dos autores, eles estão pipocando pela internet. À primeira vista JUREI que a série fosse fruto de uma mente ocidental que tivesse bastante contato com a cultura japonesa, mas até onde sei ela foi exclusivamente criada para a audiência nipônica! Aliás, só irá entender quem conhece um pouco da cultura oriental.

A maioria dos vídeos já foram legendados (em inglês), mas alguns eu nem sequer achei no Youtube. Meus preferido foram “Hashi”, “Sushi” e “Kosai”, sendo que este último não aparece nesta lista.

1 - Hashi 「箸」
2 - Origami 「折り紙」
3 - Obon-Yasumi 「お盆休み」(sem legendas)
4 - Natsu Yasumi 「夏休み」(sem legendas)
5 - Onigiri 「おにぎり」
6 - Ocha 「お茶」 (sem legendas)
7 - Shazai 「謝罪」
8 - Utage 「宴」
9 - Tejime 「手締め」
Bonus - Dogeza 「土下座」
Bonus - Sushi 「鮨」

Kosai 「交際」 parte 1, parte 2, parte 3, parte 4

(Não sei se as informações que postei são genuínas pois encontrei muita pouca coisa a respeito. Se achar mais alguma info eu atualizo :3)

WHAT A FEELING_Namie Amuro
PS: Ainda estou em estado de graça pelo show do Maiden (devo uma resenha que virá nesta semana) e muitos me chamariam de herege, mas este último cd da Namie está ótimo! Destaque para esta faixa aí!

Jan 11 2008

Resquícios de 2007

Posted by yamimi

As festas de fim de ano passaram, e em meio a todo tumulto acabei por deixar uma postagem atrasar. Não queria que este fosse mais um texto que, como de costume, fosse parar no lixo por causa da minha indolência. Portanto, mesmo com assuntos defasados, lá vamos nós para o primeiro —e grande— post de 2008!

Tenho um grande problema com rascunhos de posts que anoto quando já estou deitada, naquele estágio de “quase dormindo”: a minha caligrafia fica indecifrável (convenhamos que é impossível escrever com a coordenação de morto-vivo e olhos semi-cerrados). Escrevi Rabisquei numa noite umas duas linhas para este texto, e no dia seguinte não consigui reconhecer minha própria letra! Pensei que poderia ser algo sobre a pilha de livros que se acumula na mesinha de cabeceira, e anda me incomodando demais, mas que não tenho ânimo para resolver. Internet até tarde dá nisso. Acabo perdendo aquelas duas preciosas horas antes do sono que eu separava para a leitura. O pior é que preciso MUITO começar a filtrar minhas prioridades, afinal, é provável ano de TCC e eu não li nada do que deveria. Virando a página. Preguiça mental, capítulo 2.

A primeira grande péssima notícia de 2008, é que o Iron Maiden virá para Porto Alegre, e eu vou perder! Tudo porque alguém, [ironia] com um senso de realidade bem aguçado [/ironia], resolveu que os ingressos deveriam ser vendidos com bastante antecedência, no ínicio de dezembro. Como pertenço ao grupo dos desempregados/sem mesada/freela esporádico, estava contando com o Natal. Porém, é claro, todos os ingressos de valores razoáveis se esgotaram antes do feriado! Certamente há uma explicação coerente para isso, mas a minha frustração vai impedir de entender por que raios alguém resolve vender um ingresso TRÊS MESES ANTES, se eles esgotam em DUAS SEMANAS.

Tive um encontro, nas últimas semanas de 2007, com um dos meus maiores sonhos de consumo: o iPhone!!! Minha cunhada, que reside em NY, veio à esta cidade provinciana passar o Natal e trouxe o lançamento do ano consigo. ZOMFG! Sou tão estabanada que no início fiquei com certo receio de masuseá-lo (imagina se deixo cair!), mas a emoção foi maior e logo comecei a xeretar o brinquedinho. Tá certo que vi vídeos e mais vídeos do celular em uso, e de certa forma já sabia como manuseá-lo, entretanto é incrível como o iPhone é extremamente intuitivo mesmo. Como não há cursores/joysticks para se embananar, é difícil de errar os atalhos, como nos celulares tradicionais. A coisa que mais estranhei foi seu tamanho, mas também não é aquele monstro que alguns afirmavam ser. As dimensões fazem juz aos recursos, e é difícil imaginar ele menor depois que se tem contato com o aparelho. E infelizmente esse contato só aumentou ainda mais minha vontade de possuir um gadget tão legal e useful! Posso afirmar agora que minha babação de ovo não é apenas exagero por ser uma novidade da Apple. Ruim foi ter que devolver o iPhone para dona :/

As 4 únicas coisas que adoro no verão: chuva, sorvete, piscina e acordar bem cedo.
Edit: E posso muito bem apreciar tudo isso durante o inverno também :}

Quando dezembro começa, a patetice aflora nas pessoas; ou ao menos a maioria pára de disfarçar e mostram-se verdadeiras bestas acéfalas. As festas de fim de ano passaram, mas as abobrinhas festivas que inundam os telejornais (e os tornam mais ínuteis do que já são) continuam. O negócio é respirar fundo e se preparar: o Brasil só retorna à “realidade” depois do carnaval.

Novamente falando em Apple. Esta deve ter sido uma das suas melhores propagandas:

E o momento J-Rockish do post. Fazia tempo que eu não ria tanto com alguma coisa no Youtube!

34%

Pelo menos o corpo vale bastante!

$4725.00The Cadaver Calculator - Find out how much your body is worth.

Horse and I_Bat For Lashes

Dec 13 2007

Resenha? Que seja!

Posted by yamimi

Não sou boa em resenhas de CDs (e por isso mesmo nunca as faço), mas depois de ouvir o último single do MUCC, FUZZ, uma estranheza tomou conta do ambiente, juntamente com uma expressão idiota de “não entendi” estampada em meu rosto. E cá estou, me sentindo obrigada a escrever algumas linhas sobre isto. Fiquei ―e ainda estou― tentando entender o que houve com a música deles. Ouvi gente falando em “electro”, talvez persuadidos pelo nome da quarta faixa, a FUZZ electro cruisin’ mix (que de fato, tem um “quê” deste estilo). Na verdade a levada é bem disco music, mas pra minha felicidade, ainda vem acompanhada das usuais guitarras e dos baixos pesados. Tanto que em trechos sem a batida eletrônica, a música fica ótima! Quando a segunda faixa começa, as coisas parecem voltar ao “normal”, e Chain Ring tem mais a cara do MUCC, lembrando músicas como Saishuu Ressha (do álbum Houyoku). Se alguém me falasse em MUCC experimentando elementos eletrônicos em sua música, talvez eu imaginasse algo próximo do THE MAD CAPSULE MARKTS, porém nunca algo tão descontraído e dançante como foi com FUZZ. Posso estar sendo “conservadora”, contudo apesar da música não ser ruim e contagiar bastante a quem ouve, não combina com a banda. Por fim, apesar do susto inicial, não acredito que eles sigam esta linha e sim que isto seja apenas um experimento, pois ainda vemos muito da essência do grupo aí, mesmo que esteja bem escondida. :D
E dentre os artistas mais consagrados, de longe foi para mim o lançamento mais bizarro de 2007 (fora lançado em setembro). Mais até (?) do que Eat Me, Drink Me, do Marilyn Manson.

Quer resenha de verdade deste CD? Que tal esta aqui ?

[youtube]P0oFvWPVlPU[/youtube]

MUCC_ファズ