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Nem esperem nada de importante neste post. Não vou dar receita, nem dicas, nem falar algo que vá revolucionar o mundo. Ou seja, nenhuma novidade.
O que vou fazer é relatar para as parecedes como foi minha experiência com o daifuku. Bem, eu andava morrendo de vontade de comer mochi há semanas! Infelizmente moro na província de Porto Alegre, onde só há UMA lojinha com produtos japoneses e que além de cobrar os olhos da cara, tem uma variedade mínima de produtos. Como a vontade não passava, resolvi procurar na internet a receita desse docinho típico japonês, e se não fosse impossível, fazer. Foi aí que descobri que só a massa de arroz é que se chama mochi, e que o que eu realmente queria —o bolinho recheado com anko— se chama daifuku. Apesar de cada site dar uma receita diferente, meti a cara na cozinha e resolvi fazer. Bem, o resultado foi: anko WIN, mochi FAIL.
Não, isso não exatamente o daifuku…
Comecei no início da tarde a fazer o anko. Vim pro computador, selecionei todas as receitas e meti a mão na massa, literalmente. Tirando o fato de eu não saber usar panela de pressão direito (huge facepalm pra mim!) e ter cozinhando o feijão numa panela comum, o resto foi tranqüilo. O único problema de não ter usado a bendita panela é que demorou ERAS pro feijão ficar pronto! Foram absurdas-quase-duas-horas no fogo! Então, crianças, já sabem: APRENDAM a usar a porcaria da pressão antes que seja tarde! É tão essencial quanto aprender a amarrar os tênis!
Tã-ran-ran! Depois de batido no liquidificador o feijão virou esta pasta linda!
Para fazer o mochi (e isso já era fim da tarde!) é que a coisa engrossou pro meu lado. Como eu já disse, haviam diversas receitas para a massa de arroz. Peguei a que parecia mais coerente e…tudo errado! Quer dizer, quase…Não sei se deixei tempo demais no fogo, ou se o arroz realmente não servia, mas o resultado foi uma pasta grudenta e dura demais em sua maioria, sem maleabilidade nenhuma. Era impossível transformar isso num bolinho, mas por sorte, ainda era comestível, e, pasmem, “gostosa” (quer dizer, tinha o gosto de nada que o mochi tem que ter). O jeito foi inverter e cobrir as pedras bolotas de mochi com o anko, o que resultou num delicioso ohagi!
O ohagi nada mais é do que um daifuku invertido: ao invés de anko coberto com mochi, é o mochi que é envolvido no anko, o que não fez diferença nenhuma pra mim na hora de comer. E para quem torce o nariz só de pensar em feijão doce (e põe doce nisso!) devia provar o anko, e ver que assim como o arroz, o azuki também é delicioso se cozido com açúcar. Ainda mais se degustado na companhia de uma xícara de chá-verde.
Para quem ficou curioso, eu peguei as receitas daqui, daqui e daqui. Mas a melhor de todas (ao menos a mais hilária) está neste vídeo:
Mas não pensem que desisti! Da próxima vez vou até a lojinha de produtos japoneses, me preparo pra facada, e compro uma farinha própria para o preparo do mochi (mochiko), já que o processo parece MUITO mais fácil com ela! :x
サイケデリックケミカルムービー_Sadie








